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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Potenciômetros: funcionamento, tipos, aplicações e segredos que todo técnico precisa conhecer

Potenciômetro rotativo de três terminais utilizado em circuitos eletrônicos

Os potenciômetros são componentes eletrônicos extremamente versáteis e presentes em uma enorme variedade de equipamentos, desde rádios antigos até sistemas modernos de controle analógico. Apesar de sua aparência simples, esse componente esconde uma complexidade funcional interessante, principalmente quando analisamos seu comportamento elétrico e suas diferentes curvas de resposta. Entender profundamente o funcionamento dos potenciômetros é essencial para qualquer técnico em eletrônica, especialmente para quem trabalha com manutenção, áudio, automação ou projetos maker.

De forma geral, o potenciômetro é um resistor variável composto por uma trilha resistiva e um contato móvel chamado cursor. Esse cursor desliza sobre a trilha conforme o eixo é girado, alterando a resistência entre seus terminais. Normalmente, o componente possui três terminais: dois fixos ligados às extremidades da trilha resistiva e um terminal central conectado ao cursor. Quando utilizado como divisor de tensão, o potenciômetro permite obter uma tensão variável na saída, proporcional à posição do eixo, o que o torna ideal para controle de volume, ajuste de brilho, calibração de circuitos e diversas outras aplicações.

Uma das características mais importantes dos potenciômetros é o tipo de curva de variação da resistência. Os modelos lineares apresentam uma variação proporcional ao movimento do eixo, ou seja, ao girar o potenciômetro pela metade, a resistência também será aproximadamente metade do valor total. Já os potenciômetros logarítmicos, muito utilizados em controles de áudio, possuem uma resposta não linear, mais adequada à forma como o ouvido humano percebe o som. Esse detalhe é fundamental em projetos de amplificadores, pois proporciona uma sensação mais natural de aumento ou redução de volume.

Potenciômetro rotativo de três terminais utilizado em circuitos eletrônicos

Internamente, os potenciômetros podem ser construídos com diferentes materiais, como carbono, cermet ou fio resistivo. Os modelos de carbono são os mais comuns e baratos, amplamente utilizados em aplicações gerais. Já os de cermet oferecem maior estabilidade e durabilidade, sendo mais indicados para circuitos de precisão. Existe ainda uma diferença importante entre potenciômetros rotativos e deslizantes, sendo os rotativos os mais comuns em equipamentos domésticos, enquanto os deslizantes são frequentemente encontrados em mesas de som e equalizadores.

Outro aspecto técnico relevante é o desgaste mecânico do potenciômetro. Como o funcionamento depende do contato físico entre o cursor e a trilha resistiva, com o tempo pode ocorrer desgaste, sujeira ou oxidação, resultando em falhas como ruídos, interrupções ou variações bruscas de sinal. Esse é um problema clássico em equipamentos de áudio antigos, onde o simples ato de girar o botão de volume pode gerar chiados. Em muitos casos, a limpeza com produtos específicos resolve o problema, mas em situações mais críticas, a substituição do componente é necessária.

Além do uso como divisor de tensão, o potenciômetro também pode funcionar como reostato, utilizando apenas dois terminais. Nesse caso, ele atua como um resistor variável em série com a carga, controlando diretamente a corrente no circuito. Essa configuração é menos comum em eletrônica moderna, mas ainda pode ser encontrada em aplicações específicas, como controle de velocidade em motores simples ou ajuste de intensidade em sistemas resistivos.

Um ponto interessante que muitos iniciantes ignoram é a importância da potência nominal do potenciômetro. Assim como qualquer resistor, ele possui limites de dissipação de energia, e exceder esse limite pode causar superaquecimento e falha do componente. Em aplicações de baixa potência, como sinais de áudio, isso raramente é um problema, mas em circuitos de maior corrente é um fator crítico que deve ser considerado no projeto.

Outro detalhe técnico importante é a tolerância do componente, que indica o quanto o valor real pode variar em relação ao valor nominal. Em potenciômetros comuns, essa tolerância pode ser relativamente alta, o que não costuma ser um problema em aplicações não críticas, mas pode impactar circuitos que exigem precisão. Por isso, em projetos mais sensíveis, é comum utilizar trimpots, que são potenciômetros de ajuste fino, geralmente usados para calibração interna de circuitos.

Os potenciômetros também aparecem em diferentes configurações físicas, como eixo liso, eixo estriado, com ou sem chave liga/desliga acoplada, e até versões duplas (duplo gânglio), muito usadas em sistemas estéreo para controlar dois canais simultaneamente. Esse tipo de detalhe é essencial na hora de substituir um componente em manutenção, pois não basta apenas o valor elétrico, é necessário garantir compatibilidade mecânica e funcional.

Do ponto de vista prático, dominar o uso e o comportamento dos potenciômetros abre portas para uma série de projetos interessantes. Desde controles simples de LED até circuitos mais elaborados de áudio, automação e instrumentação, esse componente continua sendo uma peça-chave na eletrônica analógica. Mesmo em um mundo cada vez mais digital, os potenciômetros ainda desempenham um papel fundamental na interface entre o usuário e o sistema, permitindo ajustes intuitivos e precisos.

Em resumo, o potenciômetro é muito mais do que um simples “botão de volume”. Ele é um elemento essencial de controle, ajuste e interface em circuitos eletrônicos. Para técnicos e entusiastas, compreender seus princípios de funcionamento, tipos, limitações e aplicações é um passo importante para evoluir no domínio da eletrônica prática e profissional.


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http://www.eletronicaparamakers.com.br/2018/03/potenciometro-e-trimpot.html

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Como Testar um Resistor com Multímetro (Guia Completo para Iniciantes)




Se você está começando na eletrônica ou quer melhorar suas habilidades em manutenção, aprender como testar um resistor é essencial.

O resistor é um dos componentes mais comuns em circuitos eletrônicos, e identificar se ele está funcionando corretamente pode evitar muitos problemas em reparos.

Neste artigo, você vai aprender de forma simples e prática como testar um resistor usando um multímetro, além de dicas importantes que muitos iniciantes não conhecem.


🎥 VÍDEO: COMO TESTAR UM RESISTOR

👉 Assista ao vídeo completo abaixo:


https://youtu.be/T6DYGxGCRj0



🔧 O QUE É UM RESISTOR E PARA QUE SERVE?

O resistor é um componente eletrônico responsável por limitar a corrente elétrica dentro de um circuito.

Ele é fundamental para proteger outros componentes e garantir o funcionamento correto de equipamentos eletrônicos.



📏 COMO TESTAR UM RESISTOR COM MULTÍMETRO

Testar um resistor é um processo simples. Veja o passo a passo:

✔️ 1. Configure o multímetro

Coloque o multímetro na escala de resistência (Ω).

✔️ 2. Identifique o valor do resistor

Você pode descobrir o valor através do código de cores presente no componente.

✔️ 3. Faça a medição

Encoste as pontas de prova nos terminais do resistor.


👉 Não importa a polaridade — resistores não têm lado positivo ou negativo.



⚠️ CUIDADO AO MEDIR NO CIRCUITO

Um erro muito comum é medir o resistor sem removê-lo da placa.

Isso pode causar leituras incorretas, pois outros componentes interferem no resultado.


💡 Dica importante:

O ideal é dessoldar pelo menos um dos terminais do resistor para obter uma medição precisa.



📊 COMO SABER SE O RESISTOR ESTÁ BOM

Compare o valor medido com o valor nominal do resistor:

✔️ Dentro da tolerância → Resistor OK

❌ Valor muito diferente → Resistor defeituoso


🔎 Exemplo:

Um resistor de 100Ω com tolerância de 5% pode variar entre 95Ω e 105Ω.


🔥 PRINCIPAIS DEFEITOS EM RESISTORES

Resistor aberto (não conduz corrente)

Valor alterado

Danos visíveis (queimado ou escurecido)



🎯 CONCLUSÃO

Testar um resistor é uma habilidade básica, mas extremamente importante para qualquer pessoa que trabalha com eletrônica.

Com um multímetro e atenção aos detalhes, você consegue identificar rapidamente se um componente está funcionando corretamente.



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🔎 PALAVRAS-CHAVE

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Termostato KSD301: o que é, como funciona e para que serve




O termostato KSD301 é um componente eletrônico muito utilizado para controle de temperatura em diversos equipamentos elétricos e eletrônicos. Trata-se de um interruptor térmico mecânico que abre ou fecha um circuito elétrico automaticamente quando a temperatura atinge um determinado valor. Ele é amplamente encontrado em aparelhos domésticos como cafeteiras, micro-ondas, aquecedores, fornos elétricos entre outros. Sua função principal é proteger o equipamento contra superaquecimento ou manter a temperatura dentro de uma faixa segura de funcionamento.


Fisicamente, o KSD301 é um dispositivo pequeno, geralmente encapsulado em um corpo metálico circular com dois terminais elétricos para encaixar conector faston. Ele pode ser encontrado em diversas versões, cada uma calibrada para atuar em uma temperatura específica, como 60 °C, 80 °C, 90 °C, 120 °C ou outras faixas térmicas. Essa característica permite que ele seja usado em diferentes aplicações, dependendo da temperatura máxima segura do equipamento onde será instalado.


Por exemplo, no caso das cafeteiras elétricas, o termostato KSD301 podem possuir calibração para atuar no limite da fervura da água, entre 95°C a 105°C. No forno de micro-ondas, o termostato KSD301 posicionado em cima do magnetron pode estar calibrado para atuar com 160°C a 180°C. No que diz respeito à sua aplicação, no caso das cafeteiras elétricas, o termostato KSD301 é aplicado com pasta térmica branca que ajuda na transferência de calor da superfície da resistência para o termostato. Mas no caso do micro-ondas, o termostato é apenas parafusado na carcaça do componente, não é instalado com pasta térmica, até porque, a superfície do magnetron não é lisa.


O funcionamento do termostato KSD301 baseia-se em uma lâmina bimetálica, que é formada por dois metais diferentes unidos entre si. Esses metais possuem coeficientes de dilatação térmica distintos. Quando a temperatura aumenta, cada metal se expande de forma diferente, fazendo com que a lâmina se deforme. Essa deformação provoca uma mudança mecânica interna que abre ou fecha os contatos elétricos do termostato. Assim, quando a temperatura atinge o valor programado, o circuito é interrompido ou ativado automaticamente.


Existem duas configurações principais para esse componente: normalmente fechado (NC) e normalmente aberto (NO). Nos modelos normalmente fechados, o circuito permanece ligado até que a temperatura limite seja atingida, momento em que o termostato abre o circuito para interromper o fluxo de corrente. Já nos modelos normalmente abertos ocorre o contrário: o circuito só é fechado quando a temperatura atinge o ponto de atuação. Muitos modelos também possuem função de auto-reset, ou seja, após a temperatura cair novamente, o contato retorna automaticamente à sua posição original.


Devido à sua simplicidade, baixo custo e alta confiabilidade, o termostato KSD301 é um dos dispositivos de proteção térmica mais utilizados na indústria e em equipamentos domésticos. Ele desempenha um papel fundamental na segurança elétrica, evitando danos aos componentes internos e reduzindo riscos de falhas causadas por excesso de temperatura. Por isso, é um componente bastante conhecido por técnicos em eletrônica, manutenção de eletrodomésticos e entusiastas de projetos DIY.


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  • termostato KSD301
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  • termostato de microondas
  • termostato de cafeteira
  • Interruptor térmico


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Estanhar a ponta do ferro de solda



Hoje vamos falar um detalhe básico sobre o Ferro de solda que, apesar de ser um detalhe quase que besta, é um detalhe que faz toda a diferença para saber utilizar ele corretamente. Recentemente, vi em um grupo no Facebook esta foto, que foi postada por um membro, e ele pediu às outras pessoas por orientações sobre como limpar a ponta do seu ferro de solda dele, que estava “suja”. Esta ponta, conforme você pode ver nas fotos, não está simplesmente suja, ela está toda enferrujada.

Já não é a primeira vez que eu vejo este tipo de situação, e vocês vão entender no final vão entender porque decidi fazer um vídeo sobre este tema. Esse aqui é o meu ferro de solda, eu tenho ele há mais de 5 anos, eu cuido muito bem dele, e eu não tenho problema de ferrugem, em virtude de uma coisinha muito básica que eu fiz logo quando eu liguei ele na tomada pela primeira vez e eu vou aqui repassar esta dica para vocês.

Agora, prestem muita atenção nesta dica, que é o que faz toda a diferença. Vamos imaginar que este ferro é novo e eu acabei de tirar ele da embalagem. Eu tirei ele da embalagem e liguei ele pela primeira vez agora. Quando você compra um ferro de solda, a primeira coisa que você tem que fazer não é usar ele para soldar alguma coisa... veja bem, preste atenção, a primeira coisa que você tem que fazer é estanhar a ponta do ferro de solda.

Estanhar a ponta do ferro de solda é um procedimento que consiste derreter estanho em toda a área da ponta do ferro. Este procedimento vai proteger a ponta da ferrugem e tem que ser feito na primeira vez que você esquenta o ferro, ou seja, na primeira vez que você liga ele na tomada. O que acontece é que, quando ligamos um ferro na tomada, e assim que ele começa a esquentar, a temperatura quente vai acelerar processos naturais de oxidação do metal. Como a ponta é feita de ferro, esta ponta tende a enferrujar. A ferrugem, por sua vez, impede você de usar o ferro normalmente.

Felizmente, o processo de estanhar a ponta do ferro de solda vai impedir que esta ponta comece a enferrujar e é por isso que você tem que estanhar a ponta logo na primeira vez que você usa, para que não haja tempo de oxidar a ponta do ferro.

Algumas pessoas acreditam que esta ferrugem dá para tirar esfregando uma bucha de aço, por exemplo. O que vai acontecer é que você pode até conseguir remover a ferrugem visível ao olho nu, mas não vai remover toda a ferrugem, porque, como eu disse, uma vez iniciado o processo de ferrugem, este processo não pára, ele vai continuar porque a superfície da ponta do ferro de solda não é lisinha, ela tem fissuras por onde a oxidação vai entrando ao longo do tempo.

Eu não vou mostrar aqui onde li a postagem, mas lá surgiu um sujeito, e este sujeito, digamos que ele sugeriu entre aspas a possibilidade de você esmerilhar a ponta de solda... Agora, veja se tem cabimento este tipo de sugestão, eu mesmo nunca esmerilhei uma ponta de ferro de solda e nunca vou precisar fazer este tipo de coisa. Se um sujeito chega ao ponto de ficar esmerilhando a ponta do ferro de solda toda vez que for usar, só posso imaginar que esta pessoa é uma anta. Eu até peço desculpas se eu ofendi alguém, não é objetivo meu ofender as pessoas, mas eu prefiro ser sincero. Eu acho burrice uma pessoa comprar uma ferramenta e não conservar ela para usos futuros. O ponto que eu quero chegar é que existem formas adequadas de se conservar as coisas e nem sempre a gambiarra é o melhor método. Aliás, este vídeo é quase num tom de desabafo, primeiro pelas absurdidades que eu li naquele grupo e, segundo porque eu sei que deve ter gente por aí que não sabe que tem que estanhar a ponta do ferro de solda e acha que o procedimento correto é meter o ferro no esmeril. Não façam isto!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Unpacking Curso de Eletrônica do Instituto Monitor




Na escola onde eu estudei eletrônica não teve apostila e os alunos anotavam tudo no caderno. Este curso é um que adquiri recentemente e gostei do material, me pareceu ser bastante completo. Estas apostilas abordam alguns assuntos que eu não tive no primeiro curso que fiz, como por exemplo, princípios de funcionamento de uma TV de Tubo/CRT. Por outro lado até que foi bom desse jeito, porque, se eu tivesse adquirido só este curso primeiro, provavelmente mal teria lido a primeira apostila e depois já ter desistido. Eu acho que o ideal é o cara interessado já ter alguma afinidade com o assunto, pois as apostilas te ajudam a se especializar.

Neste vídeo eu mostro pra vocês o conteúdo de uma caixa que recebi de um curso à distância que comprei do Instituto Monitor. Dentro da caixa vieram várias apostilas, além de um kit para montar.

OBS: eu não estou sendo financiado pelo "Instituto Monitor", isto aqui é uma avaliação sincera, se você acredita nisso ou não o problema é seu.

Se estiver interessado neste curso, acesse o link e obtenha as informações por lá:

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Piano Eletrônico com Circuito Integrado 555

Este projeto requer os seguintes componentes:

- 1 fonte de alimentação de 6V DC;
- 1 circuito integrado LM555;
- 1 potenciômetro 10K ohms
- 8 resistores de 1K ohms, 1/4W;
- 1 falante qualquer de 8 ohms;
- 1 capacitor eletrolítico 10uF, 50V;
- 1 capacitor cerâmica 100nF;

Para montar no protoboard ou numa placa de circuito universal ou corroer em casa;



O potenciômetro vai ajustar o tom. Se quiser você pode substituir este componente por um resistor, mas é preferível que você mantenha o potenciômetro no seu projeto. Outra alternativa é substituir por um trimpot e deixar ele dentro do aparelho.

Os 8 resistores de 1K ohms foi pensando em cada nota musical: Do - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó. A princípio você pode colocar mais ou menos resistores, dependendo do projeto que você for desenvolver.

A tensão da fonte de alimentaão deverá ser corrente contínua, entre 5 a 12V. Algo entorno de 9V é preferível. No caso do meu projeto, no protoboard eu usei uma bateria de 9V e, depois eu construí uma fonte própria para o meu aparelho, fonte esta que será descrita em outra oportunidade no futuro.

Dúvidas? Comente abaixo. E obrigado pela sua visita e interesse ;)

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O que é, para que serve e como usar um protoboard


Protoboard é uma suporte feito de plástico, na cor branca, com superfície perfurada e que em seu interior possui trilhas. O protoboard serve como suporte para fazer testes em circuitos eletrônicos.

Para usar um protoboard você deve inserir as patas dos componentes eletrônicos através dos furos, seguindo a ordem de um circuito eletrônico qualquer que você já tenha previamente em mãos. Desta forma, é possível montar um circuito completo e testá-lo antes de soldar os componentes em uma placa.

Dentre as inúmeras vantagens do protoboard, está a economia de tempo, conforme a seguir:

1 - Você poupa tempo com ganho de oportunidade, porque poderá testar um circuito sem ter antes que soldar os componentes em uma placa, ou ainda, sem ter que mandar fazer ou você mesmo corroer uma placa;
2 - o uso do protoboard permite que você experimente variar componentes, de modo a analisar o resultado de funcionamento de um circuito, a fim de elaborar suas próprias conclusões;

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Como Identificar um resistor pelo código de cor e pelo multímetro

Existem basicamente duas formas de você identificar o valor da resistência de um resistor. A primeira delas é pelo seu código de cores. A outra forma é pelo multímetro.

O importante é saber que o valor pelo código de cores é o valor nominal, ou seja, o valor pode variar para mais ou para menos, dentro da margem de tolerância, que também é identificada por uma faixa de cor no resistor (a última). O multímetro, porém, dá o valor real dessa resistência.


Código de Cores

As três primeiras faixas de cores indicam o valor. A última faixa de cor indica a tolerância. O ideal é você decorar o significado de cada cor, mas, você pode encontrar no Google Play um aplicativo chamado Resistor, que te ajuda no começo.



A imagem acima é um printscreen da tela desse aplicativo Resistor do meu celular. Basta você selecionar as cores e o próprio aplicativo te dá o valor nominal do resistor.


Multímetro

A medição pelo multímetro vai te dar o valor real, porém, para ajustar o multímetro, você precisa saber o valor do resistor pelo código de cores (não tem como fugir).

O vídeo abaixo mostra os dois métodos.

sábado, 24 de março de 2018

Como funciona um LDR

Nas postagens anteriores vimos sobre o resistor e o potenciômetro, agora vamos mais um componente chamado LDR.

O LDR é muito semelhante a um resistor e a um potenciômetro na seguinte forma:
- semelhante ao resistor porque possui uma resistência, medida em ohms (Ω);
- semelhante ao potenciômetro porque a resistência é variável;

LDR é uma abreviação para Light Dependent Resistor, ou, em português, Resistor Dependente de Luz. Este componente trata-se de um transdutor fotoelétrico capaz de converter a luz incidente sobre sua superfície em variação de sua resistência. Esta variação de resistência é inversamente proporcional à luz que incide sobre o componente.

Ou seja, quanto maior a intensidade de luz incidente, menor será a sua resistência.



Um dos materiais utilizados na sua construção é o sulfeto de cadmio, que é um material fotosensível.


Na figura acima vemos o LDR de cima e de lado. A parte avermelhada é o sufeto de cádmio, a parte azul é o encapsulamento opaco e a parte preta são os terminais.


Aspectos físicos do LDR

Diferentemente do que se faz com os resistores e com os potenciômetros, em uma loja de componentes eletrônicos, não se pede um LDR por um valor de resistência nominal, mas pelo diâmetro do componente. Existem, por exemplo, LDR com 5, 10, 15 ou 20mm de diâmetro.


O diâmetro de um LDR vai depender do tipo de aplicação em que o componente for empregado.


Exemplo de aplicação

Você já deve estar pensando em um aparelho que contenha um LDR. Sim, um poste de iluminação pública possui um aparelho que contém um componente LDR, permitindo que a luz do poste se acenda depois do por-do-sol e se apague nos primeiros momentos em que o dia amanhece.


Testando o componente em um circuito simples

Pensando em um circuito bem simples, um divisor de tensão pode ser criado com um LDR. Como o LDR é um "resistor", cujo valor da resistência varia conforme a intensidade de luz sobre o componente, podemos colocá-lo em série com outro resistor de 10K, ligado a uma fonte DC de 5V, por exemplo.



Com um multímetro, meça a tensão entre o negativo e a tensão de saída. Busque uma fonte de luz ou passe a mão sobre o LDR. Você vai ver que a tensão de saída vai variar.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Potenciômetro e trimpot

No último post abordamos sobre o componente Resistor. O potenciômetro e o trimpot também são resistores, porém, digamos que é um tipo de resistor cujo valor da resistência pode ser alterado.

A diferença entre o potenciômetro e o trimpot é a seguinte:

  • Potenciômetros são geralmente instalados com o eixo voltado para fora do aparelho eletrônico, de forma que o valor da resistência possa ser modificado pelo usuário do equipamento. Exemplo: botão do volume de um aparelho de som;
  • Trimpots são componentes que também regula o valor da resistência dentro de um circuito eletro-eletrônico, porém, sua instalação é feita diretamente na placa de circuito, sendo que somente o técnico tem acesso a este componente. Seu ajuste, normalmente, é feito com objetivo de regulagem (no sentido de calibar, de ajuste) do aparelho;
Aspectos visuais de um potenciômetro:



Aspectos visuais de um Trimpot:


Note que o potenciômetro tem uma diferença significativa com relação ao trimpot: ele possui um eixo com o centro cortado, de forma a encaixar um knob (botão de plástico). Já o trimpot, o eixo é pequeno, sendo que o ajuste é feito com uma chave de fenda pequena. 

Tanto para o potenciômetro como para o trimpot, o símbolo em um esquema de circuito é o mesmo, sendo que o técnico deverá compreender sozinho quando o referido componente se trata realmente de um potenciômetro ou trimpot.

Atenção: Para fins de facilitação, daqui pra frente vamos nos referir apenas ao potenciômetro, mas tudo o que está escrito também vale para o trimpot.

O simbolo está a seguir:


Na figura acima vemos duas formas diferentes de representar o potenciômetro, porém ambos os símbolos significam a mesma coisa, bem como possuem o mesmo princípio de funcionamento.


Princípio de funcionamento


Todo potenciômetro é nominado por seu valor de resistência máxima, já que o valor de resistência mínima será sempre zero. Por exemplo, se eu for na loja procurar por um potenciômetro de 100KΩ, e depois medir o valor da resistência deste potenciômetro com um multímetro, veremos que, ao manipular o eixo do componente, o valor da resistência vai variar entre 0 a 100KΩ (isto é nominalmente, porque na prática é possível verificar um pouquinho de resistência quando o eixo está totalmente virado, mas esta resistência não é levada em consideração em fins comerciais). Também é importante lembrar que um pouco antes do eixo chegar ao final do curso de rotação, o potenciômetro já vai ter alcançado o seu valor máximo de resistência. Estas características não são nenhum defeito, é que o potenciômetro simplesmente não é um componente "perfeito".

Quando se manipula o eixo do potenciômetro, dentro do componente existe uma trilha de carvão, que aumenta ou diminui a distância entre os terminais 1 e 3 (consulte a última imagem acima). Quanto maior a distância entre esses terminais (ou seja, quanto maior for a extensão de trilha de carvão por meio do qual a corrente vinda do terminal 3 vai passar para o terminal 1 ou 3), maior será a resistência.

Na prática, dizer que a distância entre um terminal ou outro aumenta ou diminui com relação ao terminal 2 é algo relativo e depende do referencial. Quando se aumenta a resistência para o terminal 3, ela diminui para o terminal 1 e vice-versa.



Tipos comportamento de potenciômetros

Para todos os potenciômetros, durante a manipulação do seu eixo, a variação do valor da resistência de zero ao valor máximo nominal pode apresentar dois tipos de comportamento: linear e logarítimico. Estes dois tipos de comportamento não são aleatórios: quando se compra um potenciômetro numa loja de componentes, o comprador já deverá especificar se o potenciômetro que precisa é linear ou logarítimico.


No tipo logarítimico observamos que o valor da resistência cresce (ou diminui) mais rápido depois de 50% de rotação do eixo. O tipo linear é de mais fácil compreensão porque a resistência cresce gradativamente, na mesma proporção em que o eixo do componente é manipulado.

Ao comprar um potenciômetro, observe se o valor máximo de resistência está gravado no componente. Além desta informação, geralmente um potenciômetro é indicado quando é linear ou logarítimico:



Potência

Assim como os resistores, os potenciômetros também possuem diferentes valores de potência. Isto ocorre porque antigos aparelhos tinham que aguentar uma corrente maior que os atuais. Desta forma, um potenciômetro de 5W possui um tamanho bem maior do que um potenciômetro de 1W.


Potenciômetro como regulador de corrente

Nesta configuração o potenciômetro está atuando como um resistor variável



Potenciômetro como regulador de tensão

Aqui a tensão V1 e V2 varia conforme o eixo do potenciômetro é manipulado.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Associação em Paralelo de resistores

No caso da associação de resistores em paralelo, teriamos um circuito com resistores ligados em paralelo à fonte, conforme a imagem a seguir:



Repare, na figura, que a corrente I da fonte E distribui-se entre os resistores. O valor da corrente de cada resistor IR vai depender do valor da resistência do resistor. Se, num circuito em paralelo, todos os resistores possuem a mesma resistência, a corrente dividir-se-á por igual para cada resistor. Porém, se o valor de cada resistor for diferente entre si, a corrente vai passar somente por onde tiver menos resistência, ou seja, pelo resistor de menor valor. 

Por isso, quando se calcula a resistência equivalente de uma associação de resistores em paralelo, o resultado da conta é sempre ligeiramente menor que o valor do resistor que for menor no circuito. Para calcular a resistência equivalente de um circuito de resistores ligados em paralelo, usa-se a seguinte fórmula:



Vamos para um exemplo prático onde três resistores estão ligados em paralelo, um com 4Ω, outro com 6Ω e o último com 12Ω, conforme a imagem a seguir.




De imediato, só de olhar no circuito, sem fazer nenhum cálculo, já dá para saber que a resistência equivalente deste circuito será menor que 4Ω, pois, conforme dito anteriormente, a corrente tende a passar por um caminho no circuito onde haverá menor resistência. Desta forma, os resistores de maior valor praticamente nem interferem no circuito, pois a corrente não passará por estes componentes. Diferentemente de um circuito em que os resistores estão associados em série, no circuito com resistores ligados em paralelo, a corrente possui "alternativas" por onde passar.

Para calcular a resistência equivalente do circuito acima, basta aplicar a seguinte fórmula:

1/Req = (1/4)+(1/6)+(1/12)
Req = 1/((1/4)+(1/6)+(1/12))
Req = 2Ω

Assista o vídeo abaixo que preparamos sobre associação de resistores em paralelo no nosso canal do Youtube:

sábado, 26 de agosto de 2017

Entenda o que é e para que servem os resistores

Os resistores são componentes que tem por finalidade oferecer uma oposição contra a passagem de corente elétrica em um circuito eletro-eletrônico. Esta oposição à passagem de corrente é feita através do material do qual é feito o resistor e é chamada de resistência (R), a qual possui como unidade o Ohm (Ω).

Existem dois tipos de resistores: os fixos e os variáveis. Os fixos são aqueles cuja resistência não pode ser alterada, como por exemplo, os resistores de fio, de filme de carbono, o de cerâmica e o de filme metálico. Já os resistores variáveis são componentes cuja resistência pode ser alterada, como por exemplo, no caso do potênciômetro, trimpot e do LDR.

Entre os resistores que possuem valor fixo, destacam-se os resistores de fio metálico e os resistores de filme de carbono. Os resistores de fio possuem o seguinte aspecto:


O resistor de fio consiste de um tubo de cerâmica que serve como suporte para o enrolamento de um determinado comprimento de fio. Este fio é de liga especial, com o qual se obtém o valor desejado de resistência. os terminais deste fio são conectados às braçadeiras presas ao tubo. Além deste, existem variações deste tipo de resistor, com terminais axiais, conforme mostra a figura acima. As especificações de resistência e potência são geralmente impresas sobre o corpo deste tipo de componente.

Já os resistores de filme de carbono, que são os mais utilizados hoje em dia, possuem um sistema de identificação por faixa de cor que dá o seu valor nominal (veremos com mais detalhe abaixo). O tamanho do resistor identifica a potência dele (outro assunto que veremos em detalhe). A imagem a seguir mostra do que é composto este tipo de resistor:


Note que, na imagem acima, temos uma sequência de como é fabricado um resistor de filme de carbono, sendo a imagem à direita o seu aspecto final na hora que sai da fábrica.


Os resistores são especificados dentro de três parâmetros: o valor nominal da resistência, a tolerância e a potência elétrica dissipada.


Unidades de medida

Por se tratar de uma unidade de medida, a resistência pode ser expressa em Teraohms (TΩ), Giga ohms(GΩ), Megaohms (MΩ), Kilohms (KΩ), Ohms (Ω), Miliohms (mΩ), Microhms (uΩ), Nanohms  (nΩ) e Picohms (pΩ).



Sistema de identificação de resistor por cores

Este sistema serve para identificar resistores mais facilmente. Por se tratar de um componente de tamanho pequeno, não é possível ao fabricante imprimir o valor e a tolerância por extenso sobre o resistor. Desta forma, o sistema de código de cores simplifica a maneira de identificar o valor da resistência e a tolerância do resistor. Para identificar a resistência e a tolerância de um resistor, o primeiro passo é identificar quais são as cores que foram impressas sobre ele, conforme a seguir:


Apesar do resistor ter um valor nominal determinado pelo fabricante, o valor de sua resistência real pode variar, dentro da margem de tolerância. Assim sendo, um resistor com valor nominal de 330 ohms pode ter o valor real de 323 ohms, por exemplo. Se a cor da 4ª faixa for prateada, então a tolerância é de 10% para menos ou para mais sobre o valor da resistência nominal. Só é possível saber o valor real de uma resistência com o uso do multímetro, ajustado na escala de medição de resistência.

Aqui vão alguns exemplos de identificação:

Exemplo #1


Exemplo #2


Exemplo #3


Exemplo #4


Exemplo #5




Valores comerciais dos resistores

Os valores comerciais dos resistores são (Série E24): 10 - 11 - 12 - 13 - 15 - 16 - 18 - 20 - 22 - 24 - 27 - 30 - 33 - 36 - 39 - 43 - 47 - 51 - 56 - 62 - 68 - 75 - 82 - 91.


Ligação de resistores

Por causa de sua propriedade de oferecer oposição à corrente elétrica, a corrente sempre tenderá a passar por onde houver menor resistência quando houver associação de resistores. São três formas de fazer associação de resistores: em série, em paralelo, e associação mista.


Resistores em diferentes formatos

Além da forma clássica do resistor com dois terminais, existem outros componentes que atuam como resistores? SIM! Vamos ver alguns deles:


  • Potênciômetro: funciona como um resistor variável. Sua resistência pode ser ajustável conforme o seu eixo é manipulado. Exemplo: o controle do volume de um aparelho de som é feito por meio de um potenciômetro;
  • Trimpot: este componente, na verdade, é um potênciômetro, mas com o propósito de ficar dentro do aparelho, para ser acessado apenas pelo técnico, e não pelo usuário;
  • LDR; a resistência deste componente varia de acordo com a incidência de luz solar sobre o componente. Quanto maior a quantidade de luz, maior a resistência e vice-versa;

Símbolo

Em esquemas elétricos, o resistor é representado pela seguinte simbologia:


Note que na figura acima existem dois simbolos. Ambos significam a mesma coisa.


Legal até agora? No próximo post vamos falar sobre associação em série de resistores. Aguarde!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Como fazer um divisor de tensão com resistores em série

Na eletrônica, muitas vezes nos deparamos com situações em que temos uma fonte com um valor de tensão maior do que àquela requerida pela carga. Existe, felizmente, uma forma de você reaproveitar a fonte, com um circuito divisor de tensão.


O circuito abaixo mostra um divisor de tensão:




Considere que a tensão de entrada (Vin) é de 9V e você precisa de 4,5V. Neste caso, basta colocar dois resistores de valores iguais e terá, como tensão de saída (Vout), os 4,5V. Em qualquer situação em que R1 for igual a R2, a tensão de saída será sempre a metade da tensão de entrada.

Para obter uma tensão de saída com um valor diferente você vai precisar utilizar a seguinte fórmula:



Então, digamos que você tem uma tensão de entrada de 5V e precisa de uma tensão de saída de 3V. Para obter esta tensão de saída, o R1 vai ter que ter o valor de 1,2KΩ e o R2 vai ter que ter o valor de 1,8KΩ. Repare que se você inverter a posição dos resistores (trocar R1 por R2) a tensão de saída cai para 2V (dica: coloque esta fórmula no Excel).

Quando fizer o cálculo dos resistores, faça também o cálculo da potência dos resistores com a fórmula P=V²/R. Ao determinar a potência, multiplique o resultado por 1,2 para certificar-se de que você tenha uma margem de 20%. Se você colocar um resistor com potência inferior àquela requerida pelo circuito, o resistor vai queimar porque não dissipou direito o calor gerado na resistência.

Existe ainda a possibilidade de trocar os dois resistores por um potenciômetro. O circuito abaixo mostra esta configuração.



O princípio de funcionamento de um potenciômetro é o seguinte: entre o ajuste e cada terminal existe uma resistência que pode ser variável conforme manipulação do eixo do potenciômetro. Coloque um multímetro na escala de resistência, posicione uma ponta de prova no ajuste e a outra em um dos terminais. Quando você girar o potenciômetro totalmente para um dos lados, a resistencia entre o pino do ajuste e o primeiro terminal terá aumentado e a resistência entre o pino do ajuste e o segundo terminal terá diminuído. Em suma, um potenciômetro pode ser considerado um componente com dois resistores em série, e é por isso que você pode utilizá-lo para variar a tensão.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Faça uma década de resistência bem baratinha (Resistance Box)

A década de resistência não é nem um aparelho e nem um instrumento de medição: é uma ferramenta de trabalho. Imagine-se numa situação em que você tem um circuito no protoboard e tem um determinado resistor dando trabalho demais, sendo que em circunstâncias normais você teria que trocá-lo por vários outros até achar um de valor ideal para o seu projeto. Ocorre que, apesar de baratos, muitas vezes não compensa ter um estoque grande de resistores de vários valores e potência. Não seria melhor ter um só resistor em que você pudesse mudar o valor?

Pois bem, a década resistiva é uma ferramenta desenvolvida pensando neste propósito. Tratam-se de uma ferramenta essencial para laboratórios tecnicos, pesquisa e desenvolvimento, escolas, entre outros, porque possibilitam a seleção de uma ampla faixa de valores de resistência.

Mas, para aqueles pobres técnicos de eletrônica e estudantes que, como eu, não tem espaço para ficar guardando resistores em seu devido lugar (e já se cansou de vê-los jogados numa caixa de sapatos esperando o dia em que serão finalmente organizados), esta é uma ferramenta que pode acabar saíndo muito caro para o bolso.

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O modelo que você vê na foto é de um fabricante brasileiro bastante famoso. No Mercado Livre encontrei um revendedor oferecendo-o por pouco mais de R$ 3.000,00. À princípio parece um estorvo este valor, mas é também uma ferramenta difícil de quebrar e para um mercado muito pequeno. Felizmente, encontrei uma saída para quem quiser fazer uma caixa de resistência (década de resistência, decada resistiva, chame do que quiser...) por um custo bem baixo. Mas antes, vamos entender como isto funciona.

O circuito básico de uma década de resistência está ilustrado na imagem abaixo. Em conversa com uma amiga minha que trabalhou na empresa que fabrica este modelo da foto acima, ela me disse que a década de resistência não possui placas e que os resistores utilizados são resistores de precisão (um pouco mais caros que os resistores convencionais) e que estes resistores são soldados diretamente nas chaves seletoras. Estas chaves seletoras possuem 1 pólo e 10 posições, uma interligada à outra, conforme a seguir.


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A imagem acima é meio que um "resumo" pois o aparelho da primeira foto possui seis chaves seletoras, mas, dando pra entender, então tá valendo. Nas extremidades você coneca as pontas de prova, as quais vão para o protoboard. Repare duas coisas: a primeira é que o aparelho não possui fonte de alimentação, pois é uma ferramenta, e a seguinda é que os resistores estão conectados em série, conforme o usuário seleciona a posição de cada chave. Agora imagine então que você tem a  seguinte sequencia  de valores com as chaves seletoras:

          1ª chave: escala de 0 a 100 ohms;
          2ª chave: escala de 100 a 1K ohms
          3ª chave: escala de 1K a 100K ohms
          4ª chave: escala de 100K a 1M Ohms;

Portanto, se durante um teste eu precisar de uma resistência de 1K1, bastaria eu selecionar a primeira chave na posição de 100 ohms, a segunda na posição de 1K ohms e a terceira e a quarta na posição zero. Teriamos, assim, uma resistência equivalente de 100 ohms + 1K ohms = 1K1.

Mesmo assim, comprar chaves seletoras e potenciômetros de precisão, além dos knobs e de uma caixa me pareceu uma ideia ainda muito cara. Você faça o seu se quiser. O meu resolvi fazer com potenciômetros! Penso que o princípio ainda é o mesmo, com a diferença que você vai ter que medir a resistência com um multímetro, mas até aí tudo bem. Dificilmente um potenciômetro assume o valor de zero quando estiver na escala mais baixa, sempre sobra um pouco de resistência. Portanto, não tem como você deixar um potenciômetro na escala "zero" e impedir que a ferramenta funcione.

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Esses potenciômetros eu já tinha, portanto não gastei um centavo. Instalei tudo dentro de uma caixa de fita VHS antiga que eu tinha e "voilá"! Ficou legal pra caralho!



Se você gostou deste projeto e se interessou, fique sabendo que também existe a Décadas de Capacitância e a Década de Indutância, mas estes eu ainda não fiz.

sábado, 30 de julho de 2016

Explorando a História da Válvula Temporizadora - Um Resgate Tecnológico do Passado

Há muitos anos que tenho esta válvula que me foi dada como "presente" por um vizinho que era engenheiro. Sem saber direito qual era o seu funcionamento ou para que servia, passei anos procurando na internet, sem resposta. Por se tratar de um componente com apenas 4 pinos, achei que se tratava de uma "forma primitiva" de válvula termoiônica. Porém, recentemente visitei um site que servia como "museu virtual", e o "curador" deste museu foi gentil o bastante em responder a um e-mail que lhe enviei, e disse que o componente que tinha em mãos se tratava de um Thermal Tube Time Delay/Relay. Em seguida, este vídeo me ajudou a esclarecer do que se tratava este componente. A Válvula temporizadora, é uma relíquia valiosa no cenário da eletrônica antiga. Este componente intrigante, desempenhou um papel fundamental em diversas aplicações no passado, proporcionando uma visão única da tecnologia da época.


Foto do componente:





Símbolo do componente:
Símbolo do componente

A Válvula Temporizadora é um dispositivo eletrônico projetado para introduzir um atraso específico antes de acionar um circuito ou função específica. Sua formatobaseia-se em válvulas, representando uma época em que a eletrônica valvulada era predominante. Esse componente desafiador é utilizado para controlar eventos temporizados em circuitos elétricos. Sua função principal é introduzir um intervalo de tempo específico antes de ativar ou desativar um dispositivo conectado, proporcionando controle preciso sobre o tempo de operação.

O princípio de funcionamento da Válvula Temporizadora é fascinante. Quando uma corrente  elétrica passa por dois contatos, esta corrente  AC 127V aquece o filamento. Depois de um tempo (1, 2, 5, 10, 30 segundos - depende das características do componente, já que é determinado pela fábrica), esse aquecimento do filamento, por sua vez, movimenta um elemento bimetálico, fechando o contato entre os outros dois pinos. Estes outros dois pinos, por sua vez, fazem acionar uma outra carga (por exemplo: motor, lâmpada, etc). Este temporizador é o do tipo Normalmente Aberto. Da mesma forma, existem válvulas em que o filamento, quando aquecido, ao invés de atrair o contato, faz o contrário e repele o contato, cortando-se a corrente elétrica.

A construção da Válvula Temporizadora é notável por ser uma válvula, evidenciando a era valvulada da eletrônica. Materiais como vidro e metais são comuns em sua composição, refletindo a robustez e a simplicidade das tecnologias da época.

A Válvula Temporizadora é uma peça única da história da eletrônica, representando a transição entre tecnologias antigas e modernas. Sua função crucial em controlar eventos temporizados, aliada ao charme da tecnologia valvulada, torna este componente uma verdadeira joia para os entusiastas da eletrônica retro. Não deixe de conferir este vídeo, onde mostro este componente eletrônico em funcionamento:





No vídeo acima você vé um vídeo com este componente em funcionamento. Após 10 segundos, a válvula fecha o contato e a lâmpada se acende.

Este dispositivo encontrava-se em diversas aplicações no passado, desempenhando um papel vital em circuitos temporizados. Seja no controle de sistemas de iluminação, em máquinas industriais ou em processos automatizados que requeriam precisão temporal, a Válvula Temporizadora era a escolha confiável para essas aplicações.

Bom, por enquanto é isto. Este componente é muito velho e difícil de encontrar hoje em dia. Até a próxima!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Tipos de mordedor e conectores para alicate crimpador

A escolha de um alicate crimpador apropriado dependerá do tipo de conector que você pretende utilizar. Embora muitos websites coloquem uma foto do produto no anúncio, o consumidor fica na dúvida se o tipo de alicate que pretende comprar é o que realmente atende as suas necessidades, até porque, este tipo de alicate não é barato e se fizer uma compra errada você perderá o seu dinheiro.

Com isto, resolvi aqui colocar imagens de alguns tipos de mordentes mais comuns juntamente com o desenho do respectivo conector.

Então vamos aos tipos:


1 - Conector automotivo
Mordedor

Conector

 2 - Conectores de 4P, 6P e 8P - Rede e telefonia

Mordedor

Conector


3 - Conectores de compressão para cabos coaxiais

Mordedor

Conector


4 - Conectores tipo BNC ou TNC em cabos coaxiais luva para emendar tubular sem isolação

Mordedor

Conector

5 - Isolados e pré-isolados

Mordedor

Conector

6 - Isolados e pré-isolados #2
Mordedor

Conector


Repare que a única diferença entre este caso e o anterior é o tipo de mordedor. Existem dois tipos de mordedor para o mesmo tipo de conector.


7 - Pino ilhós

Mordedor

Conector


8 - Sem isolação


Mordedor

Conector