Eletrônica para Makers é um blog e um canal dedicados ao aprendizado e cultura maker. Acompanhe as postagens e os vídeos. Se quiser entrar em contato envie um e-mail para eletronicaparamakers@gmx.com ou pelo WhatsApp (14) 92000-3082
Esta pequena publicação, feita em 1947, é um excelente começo para quem deseja iniciar sua experiência. Ele tem vários projetos de amplificador de áudio valvulado, inclusive, já fiz um desses projetos.
Confira o PDF completo do Robin & Lipman Practical Amplifier Diagrams 1947 aqui:
Hoje vamos falar um detalhe básico sobre o Ferro de solda que, apesar de ser um detalhe quase que besta, é um detalhe que faz toda a diferença para saber utilizar ele corretamente. Recentemente, vi em um grupo no Facebook esta foto, que foi postada por um membro, e ele pediu às outras pessoas por orientações sobre como limpar a ponta do seu ferro de solda dele, que estava “suja”. Esta ponta, conforme você pode ver nas fotos, não está simplesmente suja, ela está toda enferrujada.
Já não é a primeira vez que eu vejo este tipo de situação, e vocês vão entender no final vão entender porque decidi fazer um vídeo sobre este tema. Esse aqui é o meu ferro de solda, eu tenho ele há mais de 5 anos, eu cuido muito bem dele, e eu não tenho problema de ferrugem, em virtude de uma coisinha muito básica que eu fiz logo quando eu liguei ele na tomada pela primeira vez e eu vou aqui repassar esta dica para vocês.
Agora, prestem muita atenção nesta dica, que é o que faz toda a diferença. Vamos imaginar que este ferro é novo e eu acabei de tirar ele da embalagem. Eu tirei ele da embalagem e liguei ele pela primeira vez agora. Quando você compra um ferro de solda, a primeira coisa que você tem que fazer não é usar ele para soldar alguma coisa... veja bem, preste atenção, a primeira coisa que você tem que fazer é estanhar a ponta do ferro de solda.
Estanhar a ponta do ferro de solda é um procedimento que consiste derreter estanho em toda a área da ponta do ferro. Este procedimento vai proteger a ponta da ferrugem e tem que ser feito na primeira vez que você esquenta o ferro, ou seja, na primeira vez que você liga ele na tomada. O que acontece é que, quando ligamos um ferro na tomada, e assim que ele começa a esquentar, a temperatura quente vai acelerar processos naturais de oxidação do metal. Como a ponta é feita de ferro, esta ponta tende a enferrujar. A ferrugem, por sua vez, impede você de usar o ferro normalmente.
Felizmente, o processo de estanhar a ponta do ferro de solda vai impedir que esta ponta comece a enferrujar e é por isso que você tem que estanhar a ponta logo na primeira vez que você usa, para que não haja tempo de oxidar a ponta do ferro.
Algumas pessoas acreditam que esta ferrugem dá para tirar esfregando uma bucha de aço, por exemplo. O que vai acontecer é que você pode até conseguir remover a ferrugem visível ao olho nu, mas não vai remover toda a ferrugem, porque, como eu disse, uma vez iniciado o processo de ferrugem, este processo não pára, ele vai continuar porque a superfície da ponta do ferro de solda não é lisinha, ela tem fissuras por onde a oxidação vai entrando ao longo do tempo.
Eu não vou mostrar aqui onde li a postagem, mas lá surgiu um sujeito, e este sujeito, digamos que ele sugeriu entre aspas a possibilidade de você esmerilhar a ponta de solda... Agora, veja se tem cabimento este tipo de sugestão, eu mesmo nunca esmerilhei uma ponta de ferro de solda e nunca vou precisar fazer este tipo de coisa. Se um sujeito chega ao ponto de ficar esmerilhando a ponta do ferro de solda toda vez que for usar, só posso imaginar que esta pessoa é uma anta. Eu até peço desculpas se eu ofendi alguém, não é objetivo meu ofender as pessoas, mas eu prefiro ser sincero. Eu acho burrice uma pessoa comprar uma ferramenta e não conservar ela para usos futuros. O ponto que eu quero chegar é que existem formas adequadas de se conservar as coisas e nem sempre a gambiarra é o melhor método. Aliás, este vídeo é quase num tom de desabafo, primeiro pelas absurdidades que eu li naquele grupo e, segundo porque eu sei que deve ter gente por aí que não sabe que tem que estanhar a ponta do ferro de solda e acha que o procedimento correto é meter o ferro no esmeril. Não façam isto!
Este vídeo de hoje é mais uma dica, uma sugestão que faço para estas empresas de assistência técnica, sobretudo aquelas que lidam com notebook e celular, mas também serve ao público em geral. Há algum tempo atrás eu tinha feito um vídeo sobre “O que dá pra fazer com bateria de notebook velha ou estragada”, e naquele vídeo eu mostrei que algumas destas baterias de notebook são feitas de várias baterias do tipo 18650, muitas das quais ainda podem estar boas, mesmo depois de uns 15 anos que foram fabricadas.
Naquele vídeo eu tinha usado um power bank para recarregar estas baterias. Claro que existem carregadores específicos para a bateria 18650, mas naquela época eu não queria investir dinheiro em um carregador novo e também achei que seria mais interessante usar as coisas que já tinha em mãos. Se você quiser ver o vídeo do qual estou falando o link estará no canto superior direito da sua tela.
Bom, naquela época não tinha me ocorrido esta possibilidade, até porque foi só recentemente que comprei no e-bay estas carcaças de power bank. Eu comprei 5 unidades e isto me custou, no total, cerca de R$ 8,50. Elas vêm embaladas em um plástico vagabundo que nem serve de embalagem, mas as carcaças vem com a tampa, uma placa de circuito com um conector USB e micro usb e uma argola do tipo para colocar chaves. Não acompanha cabo para carregar. Bom, digamos que se você tem uma assistência técnica de notebooks, e você tem várias baterias guardadas na sucata, talvez te interesse usar essas baterias para fazer estes power banks e dar para os seus clientes como brinde. Óbvio que estou dando um exemplo.
Incrível pensar sobre isso, mas, basicamente, um smartphone é um computador. No dia a dia quase não pensamos a respeito, mas, assim como o smartphone é um computador, o Android também é um sistema operacional. Como computador, podemos acrescentar ao smartphone periféricos de entrada ou memória adicional.
Neste vídeo mostro como é possível conectar teclado, mouse, speakers, pendrive e HD externo em um smartphone. Também fiz o teste com tablet (para desenho) e uma leitora de disquete de 3 polegadas. Neste últimos dois casos, não funcionou, mas para os outros periféricos sim.
No caso do pendrive e HD externo, é uma excelente alternativa para transferir e guardar arquivos. No caso do teclado e mouse, é bom saber esta técnica caso você precise mexer em um smartphone cujo frontal esteja quebrado ou inutilizado.
Para ter sucesso neste tipo de instalação, é necessário você ter um adaptador USB fêmea para micro USB macho, tal como aparece na imagem a seguir. Digamos que este adaptador é o mínimo que você necessita, pois com ele, pelo menos, já consegue conectar ao menos 1 periférico (teclado, por exemplo). Para tornar a experiência mais interessante (com mais periféricos), é necessário um USB Hub.
Note que há vários tipos de USB hub, o mais adequado é que tenha um número de entradas igual ou superior ao número de periféricos que você pretende usar ao mesmo tempo. Uma das coisas que gosto de fazer é passar fotos e vídeos que eu fiz para o pendrive desta forma. Este tipo de transferência de arquivos é mais rápida do que qualquer outra forma. Apenas se lembre de "remover o dispositivo com segurança" na hora de retirar para não corromper os arquivos.
Atenção: Os leds não vão acender ao ponto de iluminar uma sala, ou coisa parecida. Este projeto é para fins de aprendizado e experiências.
Este projeto leva, literalmente, o mínimo de componentes eletrônicos. Tudo o que é necessário é uma hélice (melhor do que a minha, de preferência), um motor de passo e alguns leds.
Um motor de passo pode ter 4, 6, 8 fios. Basicamente, o que você vai fazer é encontrar os pares destes fios com a ajuda de um led. Neste caso, não se preocupe com a polaridade. Depois que você conectar os fios na base do led, você tem que girar o motor, para ver se o led acende. Se acender, parabéns, você encontrou um par de fios. Se não acender, continue tentando até encontrar o par.
Uma vez que você encontrou os pares, o que você tem que fazer é colocar tudo em uma estrutura permanente. Neste caso, o número de leds vai se limitar ao número de fios do motor de passo. Os leds não vão acender ao ponto de iluminar uma sala, ou coisa parecida.
Ao final você deve acrescentar uma hélice para que o motor gire sozinho. Você pode experimentar outras formas do motor girar (queda d'água, correia, motor, etc). Neste link você pode conferir outro projeto que fiz com motor de passo, mas o circuito é um pouco mais elaborado: https://youtu.be/UVaz2v3zQiI
Para montar no protoboard ou numa placa de circuito universal ou corroer em casa;
O potenciômetro vai ajustar o tom. Se quiser você pode substituir este componente por um resistor, mas é preferível que você mantenha o potenciômetro no seu projeto. Outra alternativa é substituir por um trimpot e deixar ele dentro do aparelho.
Os 8 resistores de 1K ohms foi pensando em cada nota musical: Do - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó. A princípio você pode colocar mais ou menos resistores, dependendo do projeto que você for desenvolver.
A tensão da fonte de alimentaão deverá ser corrente contínua, entre 5 a 12V. Algo entorno de 9V é preferível. No caso do meu projeto, no protoboard eu usei uma bateria de 9V e, depois eu construí uma fonte própria para o meu aparelho, fonte esta que será descrita em outra oportunidade no futuro.
Dúvidas? Comente abaixo. E obrigado pela sua visita e interesse ;)
Encontrei este flyer outro dia em casa e ainda me lembro de quando peguei ele. Eu estava no supermercado e, na seção de ferramentas, tinha estes flyers do tipo "faça você mesmo" para pegar. Isto foi no início dos anos 1990, provavelmente em 1992 ou 1993.
Tratam-se de orientações "inúteis" para os dias de hoje, mas naquela época as furadeiras do tipo "hobby" estavam começando a ficar populares no mercado, sendo nítida a iniciativa do supermercado em querer alcançar o público feminino com este tipo de produto, conforme se vê na capa.
Ainda hoje é comum ver alguns lugares que publicam este tipo de coisa, "home centers" como o Leroy Merlin tem manuais Faça Você Mesmo para todo o tipo de assunto.
Confira o PDF completo deste manual de instruções no link:
Neste vídeo de hoje vou mostrar para vocês este Kit que comprei no e-Bay e é muito barato. Trata-se de uma campainha baseada no circuito integrado 555. O link da compra deste kit é este:
Observação: não sou eu quem vende este kit e nem tenho qualquer contato ou relação com quem o fornece. Esta postagem se trata da montagem e de uma avaliação deste produto.
Este kit custa cerca de R$ 5,00 e chega até você por meio de frete grátis. Pode ser adquirido no site e-Bay através da referência ZC142300 e é uma excelente alternativa para praticar solda e aprender sobre componentes. O circuito em si é bastante simples. A montagem é fácil e intuitiva.
O kit completo inclui uma placa, o circuito integrado NE555, soquete de circuito integrado com 8 pinos, resistores, capacitores de cerâmica, capacitores eletrolíticos, diodo, push button, um pequeno falante e até fios.
A montagem começa com a soldagem do soquete de CI, porque ele é montado no centro da placa. Desta forma, você continua a soldagem do centro para fora, continuando pela seguinte ordem de componentes: dos menores aos maiores.
Para que este circuito funcione, é necessário alimentá-lo com 5V DC. Neste caso, resolvi alimentar com um conjunto de 4 pilhas AA.
Imagem do kit como eu recebi pelos correios
Componentes do kit
Imagem da parte superior da placa de circuito
Imagem da parte inferior da placa de circuito (aonde solda)
Kit sendo testado, alimentação pela fonte de bancada
Comprei esta filmadora JVC modelo GX-AX70 em um bazar "no estado" já faz algum tempo. Depois que constatei que estava quebrada e não tinha conserto, resolvi fazer uma #autópsiaeletronica para reaproveitar peças para outros projetos.
Caso você tenha se interessado por este equipamento, nos links abaixo você pode verificar os manuais que vinham junto com esta filmadora:
Manual de instruções da câmera Videomovie VHS-C HQ JVC GX-AX-70:
Agora no blog vamos divulgar cópias de revistas publicadas antigamente. Este esforço será feito à medida das minhas capacidades pessoais, pois, convenhamos, é um saco ficar escaneando revistas, apesar de preferir guardá-las em PDF do que fisicamente.
Sempre comprei minhas revistas num bazar "aki perdicasa". Volta e meia faço minhas pesquisas e ainda é difícil encontrar material bom e descrito em detalhes, haja vista que a maioria dos circuitos disponíveis na internet são apenas imagens precárias do esquemático do circuito, não traz nenhum detalhe dos componentes, não tem comentários do autor, nada.
À princípio eu ia escanear apenas para mim, mas a ideia de publicá-los na internet surgiu depois que um amigo meu comprou um conjunto dessas revistas a um preço bem salgado de R$ 5.00 por unidade. Onde comprei gastei R$ 1,00 por unidade e olha que isto já é bem caro nos parâmetros deles.
Nesta primeira vez a revista publicada será a edição de Novembro de 1981 da revista Eletrônica Popular, que contém, entre outros, os seguintes artigos (com circuitos):
Olá pessoal! Sejam bem vindos ao meu canal Eletrônica para Makers! Neste vídeo de hoje vou mostrar para vocês o que dá para fazer com um HD de Notebook velho.
Um HD de notebook (que ainda está funcionando) dá para ser reutilizado de duas maneiras. (1) Dá para transformar ele em um HD externo, (2) mas também dá para reaproveitar como HD interno de PC desktop. Em ambos os casos, o HD pode ser antigo ou de baixa capacidade, mas tem que estar funcionando. Neste caso, estou usando um HD de 750GB de um notebook que comprei em 2014.
O primeiro projeto que vamos mostrar aqui consiste em transformar o HD de notebook em HD externo. Para isso é necessário que você adquira um kit, que pode ser encontrado na internet. Esses kits são bem baratos e custam em torno de R$ 15,00 a R$ 25,00. Tudo o que precisamos fazer é conectar a placa do kit no HD e depois colocar o HD dentro do case de alumínio. Este kit já vem com um cabo.
No segundo projeto você precisa adquirir uma placa de aço. Esta placa de aço é um adaptador para que você possa parafusar dentro do seu Desktop. Neste caso, tanto a fonte ATX como a placa mãe coincidem com as conexões sata. No caso de não coincidir, recomendo este outro adaptador, que transforma a entrada sata em IDE.
Um notebook antigo pode parecer um lixo por fora, mas, suas peças ainda podem ser de grande utilidade por muitos anos pela frente.
Hoje, às 20h, estreia vídeo novo! Clique no link abaixo e marque um lembrete para não perder!
Muitos de nós já tivemos algum notebook cuja carcaça quebrou em decorrência de alguma pancada e, provavelmente, decidiu descartar o notebook, apesar de ele ainda estar funcionando. Neste vídeo de hoje vou mostrar para vocês uma forma de reaproveitar este laptop quebrado e convertê-lo em um desktop bacana. Não vão embora, pois, já vamos começar.
Há alguns dois meses atrás a minha prima me deu este notebook Acer modelo TravelMate 2410, fabricado em 2005. Esta máquina funciona com processador Pentium Celeron, tem 512MB de memória RAM, HD de 60GB com porta IDE, 4 portas USB 2.0, além de placas bluetooth e wireless. Ao invés de jogar fora, pensei se era possível fazer algo útil com esta máquina, ajudar o meio ambiente e quem sabe também ajudar algumas pessoas a economizar algum dinheiro com seus eletrônicos antigos como este.
No site do Pinterest tem algumas ideias bacanas sobre computadores desktop com gabinetes customizados. As ideias que eu mais gostei foram estes projetos. A ideia de prender tudo em uma única placa de madeira me pareceu algo bem alternativo.
Recentemente tive uma pequena reforma na minha casa e sobraram algumas dessas peças de madeira MDF que não tem mais nenhuma serventia e seriam jogadas no lixo. Como este vídeo se trata de reutilizar um laptop quebrado, considerei que estas peças de madeira são bem-vindas para fazer parte deste projeto.
O primeiro passo vai ser desmontar o notebook. Este que tenho em mãos já arranquei a tela fora para fazer outra coisa. Aqui faço uma dica importante, sobretudo para quem é leigo: estas peças eletrônicas são sensíveis à eletricidade estática. Você precisa de uma manta anti estática e um par de luvas, também antiestético. Se você pegar na placa mãe com suas mãos nuas, existe grande chance do seu corpo descarregar eletricidade estática na placa mãe e queimar o seu notebook. O ideal é você já começar a desmontar usando as luvas.
Uma etapa importante na hora de desmontar é este conector de VGA. Aqui, a placa mãe não sai da carcaça sem antes soltar estas pequenas porcas. Tome cuidado para nunca forçar nada. Neste projeto, eu não vou mais usar o teclado, o drive de DVD e mouse pad, então tudo isto será jogado fora. Também não pretendo usar mais os speakers, mas por enquanto vou deixar eles aí.
Bom, agora estamos com a placa mãe livre da carcaça e livre também dos periféricos que estavam ligados a ela. O próximo passo agora é pegar as peças de madeira e ver um jeito de montagem que mais ou menos combine com o próprio formato da placa mãe. Em seguida, vamos usar a placa mãe como gabarito para marcar os pontos onde vamos furar na placa de madeira. Por fim, vamos colar as peça de madeira com com cola.
Aqui resolvi usar esta fita crepe, não apenas para ajudar a segurar as partes, mas também para não babar cola e fazer muita sujeira.
As primeiras peças que colei eu usei cola branca comum. Mas depois eu mudei para esta outra cola da Scotch Brite que tem tempo de secagem mais rápido. Deixei as peças secando de pé para não grudar nada na mesa, caso a cola respingue para fora da madeira.
Enquanto a madeira termina de secar, vou dar mais uma olhada na placa mãe e ver o que ela tem. Esta placa mãe está com apenas um pente de memória ram de 512MB. Isto é realmente muito pouco. Eu não me interesso em gastar dinheiro com este projeto, mas, por outro lado, tenho estes dois pentes de memória RAM que, juntos, vai me dar 1GB de memória. Não é muita coisa, mas pelo menos, já dobrei a capacidade da memória RAM.
O passo seguinte é colocar um pouco de pasta térmica no processador. Este computador foi fabricado em 2005, portanto, faz uns 14 anos que ninguém trocou a pasta térmica, que deve estar ressecada.
Agora tem este slot de PC Card Slot. Na minha vida inteira eu nunca usei este slot para nada e com certeza, se deixar ele aí, vai ocupar espaço importante. Este é o lado da placa mãe que vai ficar junto com a madeira. Bom, a forma mais simples de lidar com isto é desparafusar tudo e simplesmente arrancar fora esta porcaria.
Este notebook usa um HD com conexão IDE. Este tipo de conexão não me dá muita opção de upgrade, por exemplo, caso eu queira instalar um hd ssd. Uma coisa interessante que encontrei no e-Bay foi este adaptador, que te permite adaptar um cartão micro SD em uma entrada de hd ide para notebook.
Adaptador cartão micro SD para 2.5 IDE HDD
Este adaptador custa cerca de R$ 50,00 e sabe lá Deus quanto tempo demora para chegar, já que no Brasil uma encomenda do exterior demora meses. Mas, por enquanto, não vou adquirir isto e resolvi ficar com o HD que já tem. Embora eu não tenho informações sobre este assunto, acredito que a velocidade de leitura e escrita de dados em um cartão micro SD com este adaptador seja maior do que no HD que atualmente está neste notebook.
Agora que a placa de madeira está seca, chegou o momento de prender a placa mãe na madeira. Para isto, vou utilizar estas pequenas peças de borracha cilíndricas. Estas borrachas eu peguei de uma impressora velha. Como alternativa, você pode utilizar o revestimento de cabos de energia. Estas peças de borracha serão utilizadas como buchas e serão posicionadas entre a placa de madeira e a placa mãe, com um parafuso passando pelo meio para segurar tudo.
Foi somente depois que prendi a placa mãe na madeira que me dei conta de que o botão power ficou inacessível. Como não prestei atenção a este detalhe, agora eu tenho que desmontar tudo e ver o que posso fazer a este respeito. O botão power fica diretamente na placa mãe. Outros modelos de notebook têm este botão separado da placa mãe, o que deixa tudo mais fácil. O desafio aqui será encontrar quais são os contatos do botão power que fazem contato e puxar uma extensão para o outro lado com dois fios, ligados a um push button.
Detalhe do push button com a placa mãe já presa na madeira
Para descobrir quais são estes contatos, eu preciso conectar o cabo de alimentação de energia na placa mãe. Em seguida, eu peguei um pequeno pedaço de metal e usei isto para experimentar as conexões. Uma vez identificado quais são os contatos que ligam este notebook, o próximo passo, é ligar os fios. Assim, com um ferro de solda e um pouco de estanho, eu vou soldar estes fios a um push button.
Agora vou testar o push button para ver se tudo funciona. Repare que neste caso eu não preciso ainda ligar o notebook a um monitor, basta esperar ouvir o som do Windows xp começando. Este modelo de notebook tem outros botões de acesso rápido, com funções para acessar o e-mail, abrir o navegador e etc. Estas outras funções não me interessam em nada, então, vou largar este resto do jeito que está.
Agora sim eu posso parafusar tudo de volta. Com a placa mãe presa a esta madeira, até que ficou parecendo uma pequena obra de arte! A única coisa que ficou feio foi este botão, mas isto é algo que posso melhorar depois e por enquanto ele vai ficar assim mesmo.
Placa mãe ligada ao monitor com cabo VGA, teclado e mouse nas portas USB
O próximo passo agora é ligar o monitor e instalar um sistema operacional para este ex-notebook. O sistema operacional que vou instalar é o Windows Vista Starter 32 bits. Este sistema operacional foi adquirido a um preço de R$ 6,00 no mercado livre. Por este preço, não vejo sentido em instalar nada que seja pirata. A instalação em si vai demorar 1h e, depois disso, ainda tem outras 110 atualizações do Windows update.
Antes de instalar o Windows Vista, eu tentei instalar outros sistemas operacionais, tais como o Ubuntu e o Android. O Android eu acho que não ia funcionar mesmo, pois ele requer um processador Intel Duo Core, o que não é o caso desta máquina. Porém, não entendi porque não deu certo a instalação do Ubuntu, já que esta versão só requer processador Pentium II e 512MB de memória Ram.
Uma vez que, no meu caso, eu resolvi formatar a máquina e instalar o Windows Vista, tem que entrar no site do fabricante e buscar os drivers. Baixei todos, até mesmo o do modem (duvido que vou usar isto um dia...).
Site da Acer para fazer download dos drivers
Bom, aí está o meu novo desktop. Espero que este vídeo tenha ajudado você a ter novas ideias com suas coisas. Muitas vezes, algo aparentemente inútil e condenado a ir parar no lixo pode ser transformado em alguma coisa ainda utilizável.
Aspecto "final" do novo Desktop (ex-laptop)
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Todo mundo deve ter em casa algum notebook, cuja bateria já não funciona faz muito tempo. As baterias do notebook, embora não sirvam mais para o notebook, elas ainda podem ter alguma utilidade. Portanto, elas não são completamente inúteis, e nem deveriam ser descartadas no lixo.
A bateria que tenho em mãos é de um notebook bem antigo, ano 2008. Vamos agora tratar de desmontar esta bateria e ver como é seu circuito interno.
Repare que esta bateria, na verdade, é um conjunto de outras baterias do tipo 18650. As baterias 18650 são vendidas na internet e existem vários tipos de equipamentos que requer este tipo de bateria. Repare também que no interior desta bateria de notebook havia espaço para mais 4 baterias, que foi preenchido por estes tubos pretos que não servem para nada. O que à princípio parece ser uma sacanagem do fabricante, pode ter uma decisão de marketing por trás. Por exemplo, se este notebook demorava duas horas para carregar, com o dobro de baterias poderia demorar 4 horas. Desta forma, o fabricante se livra do risco de seu produto ter fama ruim no mercado.
Além das baterias 18650 existe uma pequena placa de circuito. Desta placa de circuito não dá pra aproveitar nada. Se você está pensando em substituir as baterias 18650 por outras novas, a fim de fazer o seu notebook voltar a carregar, isto pode não dar certo. Esta placa de circuito possui um contador que conta o número de vezes que você carrega a bateria. Isto é o que se chama de “obsolecência programada”. Mas talvez você se interesse por um sensor de temperatura.
O próximo passo é terminar de desmontar isto tudo, separar estas baterias para fazermos alguns testes. Com um multímetro na escala de 20V DC eu consigo verificar se esta bateria está boa ou não. A bateria 18650 deve ter um mínimo de 2,85V para que ela possa ser carregada. Depois de carregadas elas tem 4V.
Agora nós chegamos na parte fundamental: como fazemos para recarregar estas baterias? Bom, você pode adquirir um carregador na internet, ou em alguma loja de produtos chineses. No meu caso, vou utilizar este power bank, que ganhei de brinde. Para usar este power bank como carregador, o que tenho que fazer é abrir ele e substituir a bateria que tem dentro dele, que também é do mesmo tipo do qual tiramos da bateria de notebook.
Para fazer este projeto, é necessário você ter duas coisas. A primeira delas é uma tela de notebook. Aqui você pode usar uma tela de notebook velho que você não vai mais usar.
Outra coisa que você precisa é de uma placa controladora:
Esta placa controladora é vendida com um kit completo que acompanha um inverter, controle remoto, cabos e outras placas menores que são botões e um receptor de sinal infravermelho que recebe sinais do controle remoto. Este produto é vendido no site Ali Express e demora algum tempo até chegar em casa, custa em torno de R$ 100,00.
Porém, antes de comprar, preste muita atenção nisso: atrás das telas de notebook existe um número de referência. Antes de fazer a compra, envie uma mensagem para o vendedor e confirme com ele se a tela de notebook que você tem é compatível com o kit que ele está vendendo. Não compre antes de confirmar isto com o vendedor!
Uma vez que você fez a compra e já recebeu tudo em casa, é chegado o momento de fazer o primeiro teste. A conexão dos cabos é simples e bem intuitiva. Quando comprei, notei que no anúncio eles ofereciam um manual de instruções. No meu caso, não veio nenhum manual de instruções impresso e, quando questionei o vendedor para me enviar o PDF desse manual, ele somente me enviou esta foto. Por pior que isto pareça, se você prestar atenção nas conexões, você deverá ter êxito na sua instalação.
Segundo as orientações do vendedor do Ali Express, para que este kit funcione, você precisa ter uma fonte com tensão de 12V e uma corrente de 2A. Por apenas R$ 8,00 você encontra uma no Mercado Livre.
Infelizmente, quando tentei ligar o meu monitor pela primeira vez ele não funcionou. Ao olhar mais atentamente, notei que a conexão da tela estava fora do lugar, porque não tinha visto direito. Mas também eu acho que eu estava ansioso para ver isto funcionar.
Tudo certo para a segunda tentativa e.... ops! De novo não funcionou. Eu notei um led vermelho piscando, mas não entendi o que isto significava. Verifiquei todas as conexões e tentei de novo. Não deu em nada. Até tentei trocar a pilha do meu controle remoto, mas isto não poderia ser o motivo de não estar funcionando, já que você pode ligar o monitor pelo botão da placa.
Lembra daquele led vermelho que estava piscando? Bem, descobri o que aquilo significava. Esta fonte de alimentação que comprei é uma porcaria e não deve fornecer a corrente necessária para que isto funcione. Ou, também, quem sabe, o anúncio no Ali Express estava errado.
Eu já estava quase deixando isto de lado quando tive a ideia de pegar outra fonte, uma fonte universal de notebook que fornece de 12 a 24V e fornece corrente máxima de 6A. Felizmente, com esta fonte funcionou.
Eu não tenho um conversor de sinal digital ou outro equipamento para gerar imagem para testar este monitor. O que fiz foi colocar um pendrive com filmes. Porém, ao acessar o Menu, notei que está tudo em chinês! Pelo menos, para o meu alívio, este projeto está funcionando e agora só resta construir uma caixa e botar todo esse circuito dentro dela. No meu site vou colocar uma foto de quando ficar pronto.
O que mais gostei deste projeto foi a proposta de transformar algo inútil como a tela de um notebook velho em algo que ainda pode ser utilizado por muito tempo ainda. Às vezes, eu fico pensando, quanta coisa boa que a gente joga no lixo sem saber, né?
Se você gostou deste vídeo, deixa um like para ajudar a divulgar este canal. Deixe também um comentário sobre este projeto ou sugestão de outros projetos que gostaria que eu mostrasse aqui.
E, como sempre, muito obrigado por assistir este vídeo.
Neste vídeo de hoje eu vou mostrar para vocês um projeto feito a partir de um circuito de uma luz pisca-pisca de árvore de natal. Vou mostrar aqui como reaproveitar o circuito e adaptá-lo a um outro circuito feito com 4 lâmpadas coloridas, a fim de obter uma luminária diferente.
Este circuito que tenho em mãos eu peguei de um lixo. Depois que passa a época do natal, é muito comum as pessoas jogar este tipo de coisa no lixo, sobretudo quando uma das lâmpadas está quebrada. Quando uma das lâmpadas quebra, várias outras não funcionam. Apesar de ser possível fazer o conserto, estas lâmpadas são tão baratas que as pessoas não se animam em consertá-las. Como podem ver, este circuito não está com as lâmpadas. Na ocasião que eu encontrei este circuito, tratei de descartar as lâmpadas, que não nos servirão para nada neste projeto, já que nós vamos utilizar outras lâmpadas.
O circuito que vamos utilizar está dentro desta caixinha verde. Dentro dela existe uma pequena placa, cujo circuito é alimentado por corrente alternada com tensão 127V, fornecida pela tomada da parede.
Antes de começar a montar a luminária, convém analisar este circuito. Ao abrir a caixinha verde notamos que deste circuito saem 5 fios. A imagem que vocês veem agora é uma representação, de como este circuito funciona originalmente. Como vemos, desses 5 fios, 4 fios são conectados 10 lâmpadas em série. Estes fios depois são conectados ao 5º fio, que fecha o contato de todas as outras.
Uma vez compreendido esta parte, vamos observar mais atentamente ao que está na placa de circuito. Ao observarmos o circuito, notamos que a placa possui transistores, diodos, um capacitor eletrolítico e também um circuito integrado. Desta forma, me parece óbvio, que o tipo de corrente que aparece na saída deste circuito não é alternada, mas corrente contínua.
Agora vamos testar o circuito para saber se está funcionando corretamente. Para testar este circuito vamos precisar de um multímetro, ajustado na escala de 200V DC. Vamos também alimentar este circuito com 127V AC, bastando apenas ligar o plug a uma tomada.
Agora, vamos às medições. Se o seu circuito estiver funcionando, você vai obter leituras que variam de 0 até 127V DC em cada um dos contatos positivos da saída da placa. Esta variação de tensão faz todo o sentido e é algo que condiz com o propósito de um pisca-pisca de árvore de natal. O botão do tipo push button, permite ajustar entre as 8 formas diferentes dele piscar.
Se você buscou medir com o seu multímetro e não conseguiu nenhuma leitura porque o seu circuito não mostrou a variação de tensões, é porque o seu circuito está danificado e não servirá para nada. No meu caso, o circuito que tenho em mãos funciona muito bem e agora vamos à próxima etapa do meu projeto.
Tal como mencionei no início deste vídeo, originalmente este circuito tinha, em cada contato positivo, 10 lâmpadas pequenas do tipo cerejinha. Estas lâmpadas são pequenas e muito frágeis e requerem tensão de 12V para funcionar. Quando instaladas em série, podemos conectá-la a uma rede de 127V normal. Neste caso, ao invés de ter 10 lampadinhas em série eu vou substituir por apenas uma única lâmpada colorida pequena. Como este circuito tem 4 saídas, ao invés de 10 lâmpadas de 12V eu vou colocar 4 lâmpadas, sendo que cada uma requer 127V e possui uma cor diferente da outra.
Circuito original com 40 lãmpadas do tipo "cerejinha"
Circuito adaptado com 4 lâmpadas 127V cada uma
Repare que eu não preciso utilizar todas as saídas deste circuito. É possível utilizar apenas uma única saída para instalar apenas uma única lâmpada, mas desconheço qual tipo de aplicação isto seria interessante.
Agora vamos começar a fazer a luminária. Vamos precisar fazer um pouco de solda, ferro de solda, fios e de 4 soquetes. Estas lâmpadas possuem um bocal pequeno, então, o soquete também é do mesmo tamanho. Depois de soldar, os fios na placa, basta apenas conectar as lâmpadas conforme esta imagem que você vê. Depois disso, basta parafusar os soquetes em algum lugar para que fiquem firmes. No meu caso, resolvi parafusar sobre uma base de madeira.
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Para funcionar corretamente, uma luminária de emergência deve ficar ligada à rede elétrica AC da casa ou do escritório por dois motivos: para carregar a bateria no seu interior e para que seu circuito interno seja acionado quando a rede elétrica for cortada.
No entanto, ao longo dos anos, a bateria vai perdendo sua autonomia. Muitos não sabem, mas a longevidade do aparelho pode ser aumentada um pouco mais se, pelo menos de vez em quando, tiver o hábito de desligar a luminária da tomada e deixar sua bateria interna gastar até o fim (mas ninguém faz isto, né?). Outra coisa que também ajuda a conservar a autonomia da bateria é retirar o aparelho da tomada quando a energia acabar, e deixar a bateria gastar até o fim antes de colocar a tomada de volta na rede elétrica, evitando-se assim, o vício da bateria (outra coisa que ninguém faz).
Cuidados deste tipo são fundamentais para que o aparelho dure, tranquilamente, entre 5 a 8 anos. porém, como eles são baratos demais (alguns aparelhos chegam a custar apenas R$20,00), o mais comum é jogar fora e comprar um novo.
Obs: luminárias de emergência possuem baterias que podem contaminar o solo e lençol freático. Nunca jogue este aparelho em um lixão e, quando for fazê-lo, dê preferência ao lixo de material reciclável. O meio ambiente agradece.
Quando você compra um novo, o que faz com o velho? Pois saiba que sua luminária antiga pode ser reutilizada!
Neste projeto eu demonstro como modificar uma luminária de emergência para um outro propósito (neste caso, transformei ela numa "lanterna").
Pegue uma luminária antiga, remova a bateria e todo o circuito interno. Coloque um clip de bateria 9V ligado diretamente aos fios da placa. Um fio estará na cor preta e o outro na cor vermelha. O vermelho deve ser ligado ao positivo e o preto no negativo. Coloque a bateria dentro da carcaça da luminária e feche ela novamente, com os parafusos. Você pode incrementar sua luminária, colocando um botão de acionamento, se preferir. São inúmeras possibilidades.
Uma dica: você pode usar a sua luminária modificada como um farol para bicicleta.
A década de resistência não é nem um aparelho e nem um instrumento de medição: é uma ferramenta de trabalho. Imagine-se numa situação em que você tem um circuito no protoboard e tem um determinado resistor dando trabalho demais, sendo que em circunstâncias normais você teria que trocá-lo por vários outros até achar um de valor ideal para o seu projeto. Ocorre que, apesar de baratos, muitas vezes não compensa ter um estoque grande de resistores de vários valores e potência. Não seria melhor ter um só resistor em que você pudesse mudar o valor?
Pois bem, a década resistiva é uma ferramenta desenvolvida pensando neste propósito. Tratam-se de uma ferramenta essencial para laboratórios tecnicos, pesquisa e desenvolvimento, escolas, entre outros, porque possibilitam a seleção de uma ampla faixa de valores de resistência.
Mas, para aqueles pobres técnicos de eletrônica e estudantes que, como eu, não tem espaço para ficar guardando resistores em seu devido lugar (e já se cansou de vê-los jogados numa caixa de sapatos esperando o dia em que serão finalmente organizados), esta é uma ferramenta que pode acabar saíndo muito caro para o bolso.
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O modelo que você vê na foto é de um fabricante brasileiro bastante famoso. No Mercado Livre encontrei um revendedor oferecendo-o por pouco mais de R$ 3.000,00. À princípio parece um estorvo este valor, mas é também uma ferramenta difícil de quebrar e para um mercado muito pequeno. Felizmente, encontrei uma saída para quem quiser fazer uma caixa de resistência (década de resistência, decada resistiva, chame do que quiser...) por um custo bem baixo. Mas antes, vamos entender como isto funciona.
O circuito básico de uma década de resistência está ilustrado na imagem abaixo. Em conversa com uma amiga minha que trabalhou na empresa que fabrica este modelo da foto acima, ela me disse que a década de resistência não possui placas e que os resistores utilizados são resistores de precisão (um pouco mais caros que os resistores convencionais) e que estes resistores são soldados diretamente nas chaves seletoras. Estas chaves seletoras possuem 1 pólo e 10 posições, uma interligada à outra, conforme a seguir.
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A imagem acima é meio que um "resumo" pois o aparelho da primeira foto possui seis chaves seletoras, mas, dando pra entender, então tá valendo. Nas extremidades você coneca as pontas de prova, as quais vão para o protoboard. Repare duas coisas: a primeira é que o aparelho não possui fonte de alimentação, pois é uma ferramenta, e a seguinda é que os resistores estão conectados em série, conforme o usuário seleciona a posição de cada chave. Agora imagine então que você tem a seguinte sequencia de valores com as chaves seletoras:
1ª chave: escala de 0 a 100 ohms;
2ª chave: escala de 100 a 1K ohms
3ª chave: escala de 1K a 100K ohms
4ª chave: escala de 100K a 1M Ohms;
Portanto, se durante um teste eu precisar de uma resistência de 1K1, bastaria eu selecionar a primeira chave na posição de 100 ohms, a segunda na posição de 1K ohms e a terceira e a quarta na posição zero. Teriamos, assim, uma resistência equivalente de 100 ohms + 1K ohms = 1K1.
Mesmo assim, comprar chaves seletoras e potenciômetros de precisão, além dos knobs e de uma caixa me pareceu uma ideia ainda muito cara. Você faça o seu se quiser. O meu resolvi fazer com potenciômetros! Penso que o princípio ainda é o mesmo, com a diferença que você vai ter que medir a resistência com um multímetro, mas até aí tudo bem. Dificilmente um potenciômetro assume o valor de zero quando estiver na escala mais baixa, sempre sobra um pouco de resistência. Portanto, não tem como você deixar um potenciômetro na escala "zero" e impedir que a ferramenta funcione.
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Esses potenciômetros eu já tinha, portanto não gastei um centavo. Instalei tudo dentro de uma caixa de fita VHS antiga que eu tinha e "voilá"! Ficou legal pra caralho!
Se você gostou deste projeto e se interessou, fique sabendo que também existe a Décadas de Capacitância e a Década de Indutância, mas estes eu ainda não fiz.
Aqui vai um projeto legal com um pouco de gambiarra!
Em agosto deste ano idealizei um projeto cuja finalidade era aquecer um ambiente com uma resistência de chuveiro e um ventilador. Basicamente, uma resistência de chuveiro é ligada diretamente a uma fonte de 220V, mas este projeto é para ser ligado em 127V, junto com um circuito dimmer (muito conhecido e não criado por mim) que controlaria a tensão sobre a resistência de chuveiro (carga).
O desenho abaixo é um rascunho da ideia que tive de suporte feito de madeira, e com a resistência presa com parafusos com cabeça de argola. À princípio, o uso de um suporte de madeira pode parecer uma escolha equivocada para algo que vai se aquecer, mas é uma solução melhor do que utilizar um suporte metálico que poderia colocar os dois terminais da resistência em curto e, na melhor das hipóteses, queimar o circuito do dimmer.
Importante frisar que uma corrente elétrica sempre passa por um "caminho" com menor resistência. A resistência do chuveiro tende a dilatar com o calor quando está aquecida e se você utilizar um suporte de metal, a corrente vai passar pelo suporte e o aparato não funcionará (sim, eu testei isso).
A resistência pode ser ligada diretamente à rede 127V, mas se você preferir criar uma forma de controlar a intensidade de calor, o ideal é colocar um dimer entre a tomada da rede e a resistência do chuveiro. O circuito abaixo pode ser feito com componentes a ser adquiridos numa loja de componentes eletrônicos que você encontrará com grande facilidade.
A carga que você lê no circuito acima pode ser a resistência, mas este circuito também pode ser utilizado para controlar o brilho de uma lâmpada, temperatura de um ferro de solda, temperatura de chuveiro, entre outros. Os componentes são:
1 Triac TIC226D;
1 Diac DB3;
1 Potenciômetro 100K ("R1");
1 Resistor 100K, 1W ("R2");
1 Capacitor de poliester metalizado 220nF, 250V ("C1");
Na foto abaixo você vê este aparato sendo testado por um amigo meu em um dia frio de Setembro, este invento foi capaz de aquecer razoavelmente a corrente de ar empurrada pela hélice do ventilador.
Repare que, apesar da boa qualidade da foto, mal dá para reparar a resistência que quase se confunde
com a armação de segurança do ventilador. Quando o ar passa pela resistência, ele resfria a mesma, sendo que ao invés de ficar vermelha e brilhante, ela mantém uma cor escurecida, como se nem estivesse ligada. Na verdade, por onde o vento não passou, a resistência ficou vermelha.
Esta resistência acabou sendo utilizada para tirar a humidade de folhas de papel, instalada dentro de uma caixa (outra possível aplicação além das mencionadas anteriormente).