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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Enterro de jogos eletrônicos do Atari: o meu cartucho

Eu já tinha escrito antes sobre este tema aqui no site em 2015, isso foi logo depois que eu comprei este cartucho. Desta vez, resolvi fazer um vídeo sobre este tema, porque é um assunto que me fascina muito. 

A descoberta dos cartuchos de jogos de vídeo game da Atari em 2014 na cidade de Alamogordo, no estado americado Novo México é o primeiro caso da história envolvendo arqueologia de vídeo games.

Para a maioria das pessoas, o assunto não apenas resolveu uma lenda urbana (quase completamente desconhecida no Brasil), como também trouxe à tona toda a nostalgia do início da era dos vídeo games.

Enquanto que o ano de 1983 representa uma época em que quase morreu toda a indústria de vídeo games com o declínio da Atari, no Brasil, este ano representa o início desta era.






Alguns artigos para referência sobre o caso:




Vídeos sobre o dia 26 de Abril de 2014, data em que os cartuchos foram desenterrados:

  • ET/Atari Games Unearthing at Alamogordo Landfill April 26 2014 




  • Documentário: Atari: Game Over


  • Trailler:


  • Making off:


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Atari Portifolio

O desejo de se criar um computador que fosse portátil é mais antigo do que a maioria das pessoas pensam. Em 1989, a Atari havia lançado no mercado americano o Atari Portifolio, um computador tão pequeno que era do tamanho de uma fita de videocassete.




O sistema operacional era bastante semelhante ao MS-DOS e vinha instalado os seguintes aplicativos: agenda de contatos e de compromissos, calculadora, editor de textos e planilha eletrônica. O seu preço em 1989 era de US$ 399. Pelo preço e pelos cartazes de propaganda que pude achar na internet, acredito que o público-alvo que a Atari visava alcançar com este produto era o público de empresários ou executivos.





O Brasil na época do Portifolio

Naquela época, as pessoas daqui do Brasil mal podiam sonhar com um 386 (que viria somente entre o início e meados dos anos 1990). Acho que nem quem tinha dinheiro no Brasil poderia ter condições de comprar este tipo de computador, o que o torna muito raro de se encontrar por aqui.Quem, no Brasil, tivesse interesse de comprar um computador, teria que se contentar com as versões nacionais fabricadas por aqui.

Em uma pesquisa rápida no e-Bay, pude encontrar um desses usado por pouco mais de US$ 50. Deu vontade de comprar, mas, como os impostos no Brasil estão no nível da sacanagem indiscriminada, acabei deixando essa idéia pra lá... pelo menos por enquanto. Parece-me que ainda não estamos muito distantes da época da chamada reserva de mercado...


O palmtop do rebelde e adolescente Salvador da humanidade

Se você assistiu ao filme O Exterminador do Futuro 2, vai se lembrar do menino que fez o papel do personagem John Connor enquanto ainda era adolescente. Antes de ser salvo pelo T-1000 (papel do Arnold) e de tentar resgatar sua mãe no Hospício de Pescadero, ele saía de moto pelas ruas de Los Angeles com seu amigo e roubava caixas eletrônicos para jogar video games com seus amigos num shopping.




Se ainda não se lembra do personagem, com certeza vai se lembrar daquela cena em que o menino usa um computador para hackear um caixa eletrônico e conseguir dinheiro. Pois então, esse computador foi o Atari Portifolio. Ele reaparece neste mesmo filme quando o mesmo personagem hackeia um cofre para pegar uma chave que abre um outro cofre.

Recentemente, fiz uma pesquisa sobre o assunto e tanto o filme quanto o Portifolio despertam uma curiosidade estranha sobre algumas pessoas (e provavelmente eu estou incluso neste nicho). Um grupo de pessoas tentou recriar o programa “PIN Identification Number”, um cabo e o cartão que o personagem usa no filme nos mínimos detalhes (!?). Vai entender...

terça-feira, 14 de julho de 2015

Meu cartucho de Alamogordo - Atari Dig

Chegou hoje o meu cartucho desenterrado do aterro de Alamogordo. Êeeeee.

A "lenda urbana" sobre a qual a Atari tinha enterrado vários cartuchos no meio de um deserto nos EUA provou-se ser verdadeira em 2014 quando desenterraram - até onde se sabe - pelo menos uma parte do que havia sido enterrado lá.

Logo quando soube das histórias quis ter um cartucho meu vindo de lá. Isto só foi possível depois que a prefeitura daquela cidade passou a leiloar tudo no e-Bay. No documentário "Atari: Game Over" o prefeito da cidade tinha anunciado que iria fazer isto.


Uma vez no e-Bay, li no site a frase que mais temia "this item may not be shipped to Brazil". Mandei uma mensagem pro vendedor e ele disse que enviaria sem problemas. Então fui procurar entre os itens que ele estava vendendo um item para o qual não tinha sido dado nenhum lance, até porque, não queria pagar muito por algo que, na realidade... era apenas lixo desenterrado!

Infelizmente os cartuchos do jogo do E.T. eram os mais cobiçados e tinham maior numero de lance. Escolhi um outro jogo qualquer, até porque, quem iria realmente jogar um jogo que provavelmente não estaria mais funcionando depois de décadas enterrado?


As fotos abaixo são do cartucho que comprei, Warlords. Veio fechado num saquinho plástico ziplock, com uma pasta que continua um certificado de autenticidade, uma redação do Joe Lewandowski que conta toda a história do primeiro caso de arqueologia envolvendo videogames, mais umas cópias de jornais de Alamogordo e El Paso que noticiaram quando a Atari começou a enterrar tudo.